| Introdução | Dados Geograficos | A Capela | Carisma x Poder | |||
| Costumes | Educação | Cultura | Lazer | |||
| Transporte | Violência | Conclusão | Referência | |||
O
s primeiros habitantes não tinham acesso a transporte, toda viagem ou passeio era feito a cavalo, não havia automóvel, muito menos estradas e sim, picadas, abrindo caminho mata adentro, onde se podia passar o cavalo ou o carro-de-boi.
Para as celebrações os filhos do Sr. José Babilônia buscavam o padre na capela de Areado, sendo que este se deslocava a cavalo para pregar o evangelho e dar a bênção aos fiéis, moradores das proximidades de Monjolinho, que se reuniam na Fazenda Abelha.
Somente a partir de 1961, os moradores de Monjolinho passaram a ter uma outra realidade. Surge a jardineira de propriedade do sr. Libêncio Babilônia; percorria o trajeto Monjolinho/Lagoa Formosa todos os dias. O veiculo transpotava de tudo um pouco, desde sacarias, frangos, ovos, bananas, queijos, laranjas e doce de leite ou biscoito, assado no forno de barro aquecido a lenha. Trazia-se para algum parente que morava na cidade, ou para agradar o dono da venda, que, na qualidade de um bom mineiro, fazia questão de receber bem suas visitas, seja na cozinha, ou no velho alpendre, e quando a visita não ia até sua casa, gostava então de trazer um agrado. Na maioria das vezes, era o marido que ia à cidade para resolver os negócios e também comprar coisas que estavam faltando em casa. Deixava para isso, esposa e filhos na lida doméstica, os quais, à tarde, vinham anciosos esperá-lo no ponto. Curiosa com os embrulhos trazidos da cidade, a criança saltitante em torno do pai, louca para ser agraciada com balas e pirulitos que, com certeza, o pai não havia esquecido. Tem o vizinho que também esperava as encomendas feitas ao compadre, aproveitando a oportunidade. Não se sentia acanhado de pedir algum favor. Haviam ainda os curiosos que esperavam a jardineira todos os dias no ponto da venda, sempre na qualidade de bisbilhoteiros e curiosos para verem quem teria ido a cidade e o que havia trazido. E com o passar do tempo a velha jardineira, deu lugar ao expresso de luxo, que não só fazia o trajeto Monjolinho/Lagoa Formosa, mas hoje faz também Monjolinho/Patos de Minas, duas vezes ao dia.