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N
ão havia escolas em Monjolinho de Minas. Para que os filhos não crescessem analfabetos, os pais tinham que contratar professores para ensinar em casa. Na verdade não eram bem professores, mas pessoas leigas que sabiam um pouco mais e que podiam passar seus conhecimentos principalmente em português e matemática. Pois o que os pais queriam era que os filhos aprendessem a ler e escrever e fazer contas. Só depois surge a primeira escola pública, que foi erguida na comunidade de Cupins , perto da capela.
Posteriormente é que ela foi transferida para o Cruzeiro do Monjolinho. Como já se disse, as primeiras professoras não eram habilitadas para o magistério. Eram leigas, e só conseguiam dar aulas através de indicação de alguém da comunidade, que tivesse alguma influência política; principalmente com o prefeito de Patos de Minas, município a que Cruzeiro do Monjolinho ainda pertencia.
A prática das trocas de favor como marca das relações era uma constante, assunto este que será tratado no capítulo III.